Ararinha azul - Cyanopsitta spixii

Reintrodução da ararinha-azul na natureza

Notícias rápidas | Considerada extinta na natureza desde 2000, a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) teve sua sobrevivência atrelada apenas a cativeiros no Brasil e no mundo ao longo das últimas décadas. Aos poucos, no entanto, a espécie vem trilhando o “caminho de volta para casa”.

Pesquisadores comemoram este mês o nascimento dos dois primeiros filhotes da espécie na Caatinga baiana, 30 anos depois do último registro de um espécime no sertão da Bahia, seu habitat.

O primeiro passo para a reintrodução das ararinhas na natureza foi possível graças ao trabalho da Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês). No começo de 2020, a ONG alemã enviou ao Brasil um grupo de 52 ararinhas-azuis. Pouco mais de um ano depois, um casal colocou quatro ovos, apenas dois férteis.

As aves que vieram da Alemanha estão sob os cuidados de especialistas no Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul e na Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul, ambas unidades de conservação criadas no município de Curaçá, Norte da Bahia, em junho de 2018. Com 29,2 mil e 90,6 mil hectares, respectivamente, os dois locais são destinados à reintrodução e proteção da espécie, e conservação do bioma. A construção do Centro e o projeto de reintrodução são custeados pela ACTP.


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