Poluição ambiental hoje em Cubatão

Estudos veiculados no Estado de São Paulo mostraram que a região da cidade de Cubatão, antes conhecida como vale da morte, pelo elevadíssimo índice de poluição ambiental, mais precisamente no ar, apresenta atualmente consideráveis e exemplares mudanças em sua qualidade ambiental se comparados os índices atuais com aqueles que lhe deram o título de cidade mais poluída do país e uma das mais poluídas do mundo.

Segundo informou o jornal, atualmente as emissões poluentes são 98,9% menores do que em 1983, ano em que se iniciou um importante projeto de recuperação ambiental, somando-se a quantia de 1 bilhão de dólares em métodos e meios para a recuperação da área. Tal diminuição da poluição coexiste pacificamente com o aumento de 39% da produção industrial nos últimos 10 anos na cidade.

Apesar das maravilhosas reduções da poluição, vistas até mesmo a olho nu, a qualidade do ar não é boa, encontra-se saturada. Embora muitas evoluções e magníficas reduções tenham acontecido, o ar ainda contém concentração de partículas algumas vezes acima do nível considerado máximo aceitável.   O que os estudos mostram é que se gasta muito menos com prevenção que com recuperação ambiental. Prevenir custa menos que tentar recuperar.

A saturação do ar na cidade ainda há de perpetuar por muito tempo, visto que as características geográficas do local não foram levadas em conta quando da instalação de indústrias poluentes e a conseqüente emissão de dejetos poluidores. A cidade encontra-se em uma região de vale, com difícil circulação do ar,  o que colabora para a não despoluição e eliminação total dos resíduos poluentes.

Isso tudo mostra que quanto mais individualizado e focado for o Estudo de Impacto Ambiental em uma determinada área, melhor será seus resultados e a forma com que ele irá demonstrar, por meio de seus relatórios, as realidades locais e as peculiaridades tanto benéficas como maléficas para a instalação de determinada atividade poluidora.

É necessário investir em prevenção e precaução. Por prevenção, busca-se evitar que os danos ambientais ocorram através de atividades poluidoras já conhecidas pelo homem. Por sua vez, os elementos da precaução buscam evitar que atividades até então com desconhecidos potenciais poluidores venham a causar dano ambiental.

Deve-se também levar em conta que o homem não conhece todas as interações e peculiaridades inerentes ao meio ambiente. Não conhece inúmeros fatores relacionados ao clima, água, solo, fauna e flora. E, se ainda não conhece, não pode prever os resultados causados pela alteração de certos ambientes naturais por meio de elementos poluidores estranhos àquela realidade.

O meio ambiente é formado por inúmeras atividades e interações entre os seus elementos. Uma pequena lesão ou um pequeno dano pode causar uma resposta ambiental totalmente inesperada, de proporções muitas vezes maiores que aquelas que se cogitava.

Deve-se sempre proceder em relação ao meio ambiente de forma precavida e preventiva, uma vez que ainda não se conhece tudo sobre ele, buscando impactá-lo de forma mínima, fomentando a convivência pacífica do desenvolvimento social com a preservação ambiental.

Em Cubatão, apesar de muitas atividades e grandes mudanças no ambiente local, o homem hoje ainda não pode desfrutar de um bom ar. Certamente, atividades preventivas à época do início das atividades teriam custado muito menos se comparadas àquelas instaladas posteriormente ao início da intensa poluição.

Todavia na época da implantação de tais atividades poluidoras no município a preocupação ambiental do Governo Brasileiro era quase nula. Não havia consciência pela necessidade de preservação como há hoje. Um exemplo é a posição tomada pelo Brasil na I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente realizada em Estocolmo, em 1972, onde o país foi a favor da poluição em altos níveis em benefício ao desenvolvimento.

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