Ecologia do meio ambiente

Percepção ambiental como instrumento de sensibilização ecológica humana

Percepção ambiental – Conceito e aplicabilidades

Inicialmente vimos pelo termo percepção como um ato de perceber, algo que é perceptível, compreensivo e inovador diante de nossos sentidos que contribuem para a condução da aquisição do conhecimento. Já por percepção ambiental é entendido como  opinião, discernimento e sensibilização do homem em relação aos recursos naturais, bens tangíveis de extrema acuidade para sobrevivência dos seres viventes da superfície terrestre e todos os elementos que o compõem como água, ar, solo, fauna e flora. A percepção ambiental sobre determinado objeto da natureza está entrelaçada e vinculada também aos aspectos sociais, culturais e emocionais do ser humano independentemente da classe social que o individuo esteja inserido.

A temática percepção ambiental é uma estratégia de gestão ambiental que pode ser utilizada na obtenção de diversos resultados positivos e negativos podendo ser amplamente e cuidadosamente adotada no âmbito da educação ambiental seja ela formal ou não formal. Trata-se uma maneira pela qual se propõe se estabelecer um elo ou troca de experiências e conhecimentos sobre um determinado fato  situacional passado ou momentâneo na relação entre homem e o natural, podendo ser aplicada em diversos segmentos da área ambiental como recursos minerários, recursos pesqueiros, recursos hídricos, recursos energéticos, etc.

Experiências com percepção ambiental nos fazem tornarmos mais dinâmicos e compreensivos sobre as mais diversificadas situações pelas quais o público-alvo investigado já vivenciou em uma comunidade em que ele se encontra inserido. Estudos com percepção ambiental nos engrandece como ser humano a medida em que melhoramos nas tomadas de decisões e atitude em relação as atividades e ações em prol do alcance das metas e objetivos traçados no planejamento. O planejamento das atividades a serem meramente desenvolvidas em estudos que completamente ou em parte envolvem a temática percepção ambiental é essencial, pois este nos permite dar uma direção rumo a obtenção dos melhores resultados possíveis.

Pode-se dizer que a percepção ambiental não se destaca tão somente como mero passo inicial no processo do conhecimento, mas também como um considerável  mecanismo empregado no intuito de investir, conduzir e adquirir tais atributos e aspectos vivenciais sobre o comportamento humano em relação ao a tudo aquilo que de fato é natural e essencial para o desenvolvimento das atividades no nosso planeta terra, como por exemplo, os biomas e ecossistemas, a biodiversidade, os recursos naturais renováveis e não-renováveis, etc.

Percepção ambiental como instrumento de pesquisa 

A realização de estudos com percepção ambiental requer paciência, foco, otimismo e cautela na tomada de decisões por parte do pesquisador para a qual se aproveita vários instrumentos dentre os quais se destaca o emprego de questionários como sendo um dos mais utilizados para aquisição imediata e sigilosas de respostas do público -alvo pesquisado (ouvintes).

A maioria dos pesquisadores utilizam esta técnica pelo fato de ser mais interativa e deixar o entrevistado mais à vontade e firme para responder as perguntas que lhes são designadas. O pesquisador tem que buscar ter dialogo e uma linguagem simples e coerente para que se obtenha respostas hábeis, interessantes e precisas para seu estudo.  O comportamento e abordagem por parte do pesquisador junto aos entrevistados conta muito para o andamento de uma boa entrevista em temas que envolvem a temática ambiental de um modo geral.

Os questionários semiestruturados também auxiliam no contexto interdisciplinar principalmente quando introduzido em ações e atividades de educação ambiental, tendo em vista sua aplicabilidade como disciplina obrigatória no currículo pedagógico escolar, bem como com alunos de do nível, técnico, superior e de pós-graduação e nos mais distintos campos não-formais.


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Postado em Notícias.

Graduado em Tecnologia em Gestão Ambiental (IFPE); Especialista em Gestão, Licenciamento e Auditoria Ambiental (UNOPAR); Pós-graduando Lato Sensu em Educação Ambiental Interdisciplinar (UNIVASF) e Mestrando em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA\UFPE). Atua como pesquisador nas linhas de pesquisa de Gestão e Tecnologia Ambiental junto a UFPE. É revisor da Revista Brasileira de Meio Ambiente. Recife, PE.