Sustentabilidade pós-covid

Época do “Re”: repensar, reinventar, renovar, reagir, readaptar…

Inicio esta postagem com uma imagem que inspira muito:

O mar e a borboleta são símbolos de renovação: o primeiro é de renovação constante, a cada onda no seu vai e vem; a segunda, de renovação total, reinvenção total… O que quero refletir com isso? Vamos ver a seguir…

A COVID-19 fez com que a humanidade enfrentasse uma situação nunca dantes vivida: a necessidade do isolamento e do distanciamento social total. O homem foi desafiado no que há de mais humano: a sua necessidade interação face a face e com contato físico com seus semelhantes.

Dessa maneira, o mundo ficou mais tecnológico, mais remoto, vivenciado a partir das mais variadas janelas como previu Paul Virilio e como já preconizava a letra de Esquadros. Vemos esse mundo a partir das seguintes janelas precipuamente: da casa ou do apartamento, do computador e do smartphone.

Como se isso não fosse pouco, foram ainda geradas crises e desafios em várias outras importantes áreas, principalmente, a econômica. O ser humano teve que procurar recursos e se adaptar a essa nova realidade. Teve que repensar, reinventar, renovar, reagir, readaptar-se em termos de sua atuação profissional e empresarial. Assim, presenciamos e constatamos que o trabalho foi para o formato home office, o que parece que veio para ficar, bem como as lives e os Webinários.

No tocante das empresas, essas (as que souberam lidar com esse novo cenário) deram um show em repensar, reinventar, renovar, reagir, readaptar… Definitivamente, estamos na época do “Re”, atuamos como “mar” e estamos chegando ao estágio “borboleta”.

Essas empresas borboletas estão no segmento das organizações que doaram muito ou pouco, contudo, estão e terminaram fazendo a diferença. De acordo com a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), das doações recebidas durante a pandemia, 82% advém da iniciativa privadas. São cifras altas, mas com destino certo de combate ao coronavírus ou de ajuda aos mais necessitados. O Estadão, em junho, divulgou uma lista com as dez maiores doações empresariais, a saber:

1. R$ 1.2 bilhão – Itaú
2. R$ 500 milhões – Vale
3. R$ 400 milhões – JBS
4. R$ 267 milhões – Cogna
5. R$ 110 milhões – Ambev
6. R$ 108 milhões – Rede D’Or
7. R$ 100 milhões – Família Moreira Salles
8. R$ 80 milhões – Bradesco, Itaú e Santander
9. R$ 74 milhões – Caoa Chery
10. R$ 63 milhões – Senai

São montantes realmente altos que fizeram e fazem a diferença. Dessa forma, se vê uma luz no fim do túnel, melhor lindos voos de borboletas que aponta para além do discurso (às vezes, desprovido de ações) acerca da Sustentabilidade Empresarial (SE) no seu pilar da Responsabilidade Social. Essas e muitas outras ações muito orgulham os estudiosos da SE. O que estamos presenciando é a saída das companhias dos escândalos empresariais ou do exercício vazio discursivo para a entrada numa era na qual as corporações começam a exercer realmente o seu papel de cidadãs. Estão, definitivamente, se conscientizando de que o econômico só se manterá com a preservação da existência humana e ambiental, fechando o tripé da SE.

Isso, apesar de tudo, já é um enorme legado positivo desta pandemia e precisamos registrar esse movimento no rumo certo.

 

 

 


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Postado em Sustentabilidade Empresarial em Pauta.

Pós-doutora em Ciências da Comunicação (Nova de Lisboa); doutora e mestra em Letras (UFBA); bacharela em Relações Públicas (UNIFACS); professora adjunta (UNIFESSPA); pesquisadora e líder do Grupo de Pesquisa ComDes (CNPq); atua como consultora de Sustentabilidade, Comunicação, Discurso e Transparência Empresarial.