Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Sustentável é sinônimo de lucro

Na Conferência de Estocolmo em 1992 deu-se origem ao termo DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, que no Direito Ambiental, nada mais é que o crescimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que busca um equilíbrio econômico, social e ambiental. Esses fatores (econômico, social e ambiental) são denominados com o “tripé” da sustentabilidade.

O desenvolvimento sustentável é visto com bons olhos no mercado nacional e internacional, sendo muito utilizado como marketing empresarial para propagação do produto oferecido. Na prática o cargo chefe deste modelo de crescimento é o fator econômico, onde diversas empresas fazem uso parcial deste modelo de desenvolvimento.
O fator econômico é também um dos grandes empecilhos para alavancar este modelo de crescimento, pois parte do mundo empresarial vislumbra o lado social e ecológico como investimento financeiro de cunho negativo. Porém este artigo tem o interesse de demonstrar o uso de algumas técnicas para o aprimoramento na produção sustentável.

O primeiro ponto é o conhecimento geral da empresa, ou seja, entender e acompanhar quais os diversos tipos de matérias primas (baixo custo) que podem gerar o produto final desejado e não ficar refém de um único modelo de produção. O segundo ponto é saber qual o resíduo e/ou rejeito gerado durante o processo produtivo.

Com as informações citadas no parágrafo anterior pode-se utilizar a técnica exposta na Política Nacional de Meio Ambiente, conhecida como zoneamento. O zoneamento neste modelo é importante por dois sentidos: 1º ficar de olho no mercado produtivo, com o intuito de averiguar quem pode oferecer matéria prima de baixo custo; 2º saber a quem se pode oferecer o resíduo gerado no processo produtivo.
Exemplo: O processo de produção de biodiesel de forma direta é feito por oleaginosas (Exemplo: óleo de soja, de dendê, de palma e residual) com índice de acidez inferior a 0,5% e gera o resíduo da glicerina. A glicerina é utilizada como matéria prima na produção de cosméticos e também como lubrificante em máquinas. Enquanto fast-foods fazem uso do óleo para obtenção do seu produto final e muita das vezes descarta o óleo residual de forma incorreta.

A parceria entre esses tipos de empresas podem acarretar a diminuição no custo de produção do produto de todas elas, além do reuso de resíduo (não sendo descartado de forma incorreta no meio ambiente) e a geração de empregos, implicando assim em um modelo de gestão e desenvolvimento sustentável, onde a lucratividade poderá ser superior ao modelo utilizado anteriormente.

Vale salientar que o custo econômico pelo uso de água é um dos grandes gargalhos na produção de diversos modelos de mercadoria, como: a) empresa têxtil; b) fecularias; c) produção de biocombustíveis, entre outros, Sendo imprescindível o tratamento hídrico para descarte final.

Porém o ideal no desenvolvimento sustentável, principalmente pela questão econômica é o reuso da água no processo produtivo sem afetar a qualidade do produto. Isto pode ocorrer através de instalações de laboratórios para testes nas empresas ou parcerias com universidades para estimular o melhor modelo de tratamento, as características físico-químicas e biológicas da água que não causaria problemas para qualidade do produto gerado e quantas às vezes a água poderá ser reutilizada antes do descarte final em cursos hídricos.

Referência
RANGEL, J.; Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura – IBDA; 2019; Disponível em: http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=23&Cod=2012; Acesso em: 20 jul 2019.


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Postado em Rentabilidade do Crescimento Sustentável.

Doutorando em engenharia química pela UFPE, mestre em engenharia química pela UFPE, graduado em engenharia ambiental pela ASCES, pesquisador junto ao Laboratório de Processos Catalíticos (LPC) da UFPE.